sábado, 13 de agosto de 2011

PROVA BRASIL

Inep divulga o desempenho das escolas públicas na Prova Brasil

Avaliação é feita com estudantes da rede pública da 4ª e 8ª série.
Resultado permite estabelecer políticas de direcionamento de recursos.

Do G1, em São Paulo


Os boletins de desempenho das escolas que participaram da Prova Brasil em 2009 foram disponibilizados nesta quarta-feira (10) no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC). É possível conferir o desempenho de cada uma das cerca de 60 mil escolas públicas nas provas voltadas para alunos de 4ª série/5º ano e 8ª série/9º ano do ensino fundamental.

Os boletins trazem informações sobre o número de participantes, as médias obtidas pela escola em língua portuguesa e matemática, a distribuição dos alunos nas faixas de proficiência, a evolução do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e as médias de hora-aula e docentes com curso superior do ensino fundamental.

O objetivo da Prova Brasil é avaliar a qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro a partir de testes padronizados. Para terem notas, é preciso que as escolas tenham pelo menos 20 alunos matriculados na 4ª série (5º ano) e na 8ª série (9º ano).

A partir dos resultados da prova, o MEC e as secretarias estaduais e municipais podem estabelecer políticas de direcionamento dos recursos técnicos e financeiros para as áreas que apresentam mais dificuldades. A prova é realizada a cada dois anos. A próxima edição será de 7 a 18 de novembro em todo o país.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Abismo educacional

Estudo revela abismo educacional entre classes média e alta

Cada membro da classe média gasta R$ 52 com educação por mês, em média, enquanto entre os mais ricos o valor chega a R$ 220.

BBC


Com a adesão de cerca de 40 milhões de pessoas na última década, a classe média tornou-se majoritária no Brasil, englobando 52% da população. Mas a ambição do grupo por novas chances de ascensão pode ser bloqueada pelo abismo educacional que o separa da classe alta, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência (SAE).

Feito com base na última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), de 2009, o levantamento revela que, embora os índices educacionais da classe média tenham avançado bastante nos últimos anos, seguem distantes dos da classe alta: ao passo que 87% dos brasileiros mais ricos concluem o ensino médio, apenas 59% da classe média alcançam o mesmo estágio.

O grupo também fica muito atrás quanto a anos de estudo e gastos com educação. Enquanto cada membro da classe média despende, em média, R$ 52 com educação por mês, entre os mais ricos, o gasto chega a R$ 220.

Batizada de A Classe Média em Números, a pesquisa traça os perfis das três faixas de renda brasileiras (baixa, média e alta) conforme critérios educacionais, habitacionais e regionais e define como classe média os brasileiros com renda familiar mensal entre R$ 1.000 e R$ 4.000.

Segunda faixa mais numerosa, a classe baixa representa 34% da população; já a classe alta é engloba 12% do total dos brasileiros.

Acesso às universidades

Para o secretário de Assuntos Estratégicos da SAE, Ricardo Paes de Barros, 'o acesso à educação é a grande diferença entre as classes média e alta'.

Segundo ele, o levantamento mostra que a classe média dá crescente importância à educação - o grupo vem investindo quantias cada vez maiores com os estudos.

Para reduzir a distância que a separa da classe alta, porém, Paes de Barros diz ser necessário dar maior ênfase à qualidade do ensino médio público e ampliar o acesso da classe média às universidades e ao ensino técnico.

O acesso à cultura também se mostra uma grande barreira entre os dois grupos: enquanto cada integrante da classe média gasta R$ 37 por mês com recreação e cultura, os mais ricos gastam R$ 127.

Nesse caso, o secretário afirma que a classe média tem a desvantagem de crescer mais em cidades médias e pequenas, onde a oferta de bens culturais é menor. 'Precisamos ver como levar cultura até eles', disse à BBC Brasil.

Bens e serviços

A pesquisa revela ainda disparidades entre os grupos populacionais quanto ao acesso a bens e serviços.

Apenas 30% da classe média tem acesso à internet em casa, índice bem inferior ao da classe alta (72%). O telefone fixo está presente em 48% dos domicílios de classe média e em 81% dos lares mais ricos.

Há ainda diferenças significativas no acesso a saneamento adequado (76% na classe média, 92% na alta) e gastos com saúde (R$ 135 por mês por pessoa na classe média, R$ 438 na alta).

Programa CIENCIA SEM FRONTEIRAS

No rádio, presidente destacou o objetivo do Ciência Sem Fronteiras.
Programa do governo dará 75 mil bolsas de estudos no exterior.

Do G1, em São Paulo


A presidente Dilma Rousseff afirmou na manhã desta segunda-feira (8), no programa de rádio “Café com a Presidenta”, que pretende “que os estudantes brasileiros possam estudar nas melhores universidades do mundo” com a ajuda do recém-lançado programa Ciência sem Fronteiras.


Até 2014, segundo a presidente, estudantes brasileiros ganharão 75 mil bolsas, que vão da graduação ao pós-doutorado, no exterior. Dilma também pediu ajuda de empresários para aperfeiçoamento da iniciativa. “Para atingirmos 100 mil bolsas, estamos chamando os empresários brasileiros a também contribuírem com a oferta de outras 25 mil bolsas”, disse.

O programa vai priorizar áreas ligadas a ciências exatas, às engenharias, à matemática, à física entre outras. “São especialidades fundamentais para a nossa economia, sobretudo, para dar competitividade à indústria”, explicou Dilma.

O Ciência Sem Fronteiras, lançado na terça-feira (26), vai investir R$ 3,1 bilhões. “A escolha vai ser feita a partir do desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Os alunos que atingirem o mínimo de 600 pontos no Enem vão poder concorrer às bolsas de estudo no exterior, esclareceu a presidente.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

IAS - Reuniao com os pais do SELIGA e ACELERA

A Escola Municipal Maria Umbelino de Melo realizou reuniao com os pais do alunos do Programa de correcao de fluxo SELIGA e ACELERA para falar da seguinte pauta: Problemas disciplinares dos alunos; dever da escola e dever da familia.
O diretor da escola Professor Edson Freitas abriu a reuniao falando das dificuldades encontradas quanto ao comportamento dos alunos, inclusive citando casos de violencia entre eles.
As professoras Edna Maria (Acelera) e Fatima Souza (Seliga) fizeram suas exposicoes referente ao rendimento escolar,frequencia, dever de casa e comportamento.
A coordenadora do programa no municipio Profa. Lourdinha fez a intervencao falando da importancia do programa.
Os membros do conselho tutelar Clodoaldo e Priscila expuseram o papel e atribuicoes dos conselheiros diante dos problemas de comportamento citados.
estiveram presente a coordenadora da escola Profa. Carmem, a supervisora das turmas profa. Graca Souza, e a psicologa Gloria que falou sobre a importancia de se por limites na crianca e adolescentes.
No final alguns pais procuram os conselheiros para consultar algumas situacoes especificas.
Dos cem pais esperados compareceram quarenta.


Diretor Edson, iniciando a reuniao




Supervisora Graca, Profa. Fatima,Profa. Edna, Coord. Carmem
Ao fundo, conselheiros Clodoaldo e Priscila


Professores: Lourdinha, Fatima Edna e Carmem

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Formacao pela Escola - Aula inaugural

No dia 20 de julho as 9h foi realizada a aula inaugural do Programa Formacao pela Escola tambem o primeiro encontro presencial. O evento foi realizado no Hotel e Restaurante Continental onde os presentes foram recepcionados pela tutora do programa em Santo Antonio, profa. Lourdinha Fernandes com um delicioso coofee break. A secretaria de educacao, profa. Maria da Conceicao Anselmo, fez a abertura oficial do evento, falando da importancia de todos conhecerem os programas do FNDE.
Contamos com a presenca ilustre da profa. Iris Pinto, multiplicadora do programa na rede estadual e da profa. Cida Barbosa, representando a CODESE da Secretaria Estadual de Educacao e Cultura.
Foi oportunizada uma simulacao do como utilizar o sistema da plataforma moodle, facilitando acesso para os cursistas. O primeiro modulo a ser estudado sera o de COMPETENCIAS BASICAS, que trata das politicas publicas para educacao basica, definindo globalizacao e neoliberalismo, alem de identificar a legislacao que garante recursos financeiros para a educacao.
o modulo tera a duracao de 40h sendo 8h presenciais e 32h a distancia, e dracao de 30 dias.


Os cursistas participantes
Abertura do evento feita pela Secretaria Profa. Ceica


cursistas atentos a fala da secretaria
Professora Iris Pinto informando quanto ao funcionamento do Programa
Professora Cida Barbosa falando da importancia da Educacao a distancia
Professoras Cida Barbosa, Lourdinha Fernandes e Iris Pinto
Cursista Ana Lucia utilizando o sistema da plataforma moodle
Cursista Gildene Kelia conhecendo o sistema.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Alunos brasileiros estao atrasados 10 anos em inclusao digital

GENEBRA - Metade dos estudantes brasileiros está "desconectado" e o País soma uma década de atraso em comparação aos alunos de escolas de países ricos no que se refere ao acesso à computadores e Internet. Se não bastasse, as escolas brasileiras estão entre as piores em termos de acesso de seus alunos à informática, o que pode já comprometer a formação de milhares de jovens.


Esse é o resultado do primeiro levantamento PISA feito para avaliar a relação entre os sistemas de ensino e a tecnologia. Segundo o documento, elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a escolas brasileiras não estão equipadas e o País é o último numa lista de 38 sistemas de ensino avaliados quando o assunto é o número de computadores em escolas por alunos. O Brasil é ainda um dos países mais desiguais em termos de acesso aos computadores e a disparidade continua aumentando.


Apesar de os dados serem de 2009, os pesquisadores acreditam que eles revelam uma imagem da preparação de diferentes sistemas de ensino para enfrentar o século 21 e suas tecnologias. Ela mede o acesso ao computador de um estudante de 15 anos no mundo.


De um total de 65 países avaliados, apenas dez estão em uma situação pior que a do Brasil. Segundo o levantamento, alunos da Romênia, Rússia e Bulgária contam com mais acesso à tecnologia que os brasileiros.


Na média, 53% dos estudantes brasileiro de 15 anos tinham computadores em casa. Há dez anos, essa taxa era de apenas 23%. Apesar do avanço, os números são ainda muito inferiores à média dos países ricos. Na Europa, Estados Unidos e Japão, em média mais de 90% dos estudantes tem um computador em casa.

A taxa de 50% que o Brasil tem hoje é equivalente ao que a média da Europa tinha no ano 2000. O atraso, portanto, seria de dez anos.


Desigualdade. Mas o estudo revela que a média brasileira na realidade esconde uma profunda desigualdade no acesso à informática. Entre a camada mais rica dos estudantes, 86% deles tem computador e Internet em casa. A taxa é equivalente aos estudantes dos países ricos.


Mas entre os estudantes com menos recursos no Brasil, apenas 15% tem a ferramenta. A proporção é bem melhor que o cenário do ano 2000. Naquele ano, apenas 1 a cada 100 estudante pobre tinha acesso ao computador e uma série de iniciativas vez o número subir. Agora, são 15 alunos para cada 100 com acesso. Mas segundo a OCDE, a diferença entre os estudantes ricos e pobres no Brasil é uma das maiores do mundo e continua a aumentar, e não reduzir.


Nos países europeus, a diferença entre as duas classe é de menos de dez pontos percentuais. Entre os alunos brasileiros que tem computadores, menos de 30% dos mais pobres tem Internet em casa. Nos ricos, eles chegam a 90%.


Escolas. Para Sophie Vayssettes, pesquisadora da OCDE que preparou o levantamento, cabe ao poder público compensar essa disparidade social, dando acesso aos computadores nas escolas. "Muitas famílias não tem renda para ter um computador em casa. Mas políticas devem ser implementadas para permitir uma correção dessa situação e dar esse acesso em locais públicos, como as escolas", disse ao Estado.

Mas, no caso do Brasil, essa política continua frágil. Hoje as escolas tem um computador para cada cinco alunos, taxa considerada como insuficiente. Na média dos países ricos, as escolas tem um computador para cada dois alunos. Na Austrália, o sistema de educação garante um computador por aluno.

Segundo o levantamento, o Brasil é o último em uma lista de 38 sistemas de ensino a garantir acesso ao computador, superado pela Albânia, Indonésia e Bulgária.

O levantamento mostrou que 62% dos alunos brasileiros frequentam escolas com sérios problemas para garantir acesso de seus estudantes aos computadores. Entre a classe mais pobre, 3 de cada 4 está em escolas com sérias deficiências.

"O aprendizado do uso de computadores é primordial para o futuro desses jovens ", disse Sophie. "Estudos mostram que pessoas com conhecimento de informática tem 25% a mais de chance de encontrar um trabalho. Portanto, preparar os alunos aos século 21 é fundamental para qualquer sistema de ensino ", alertou.

Segundo a pesquisadora, não é apenas com o objetivo de encontrar um posto de trabalho que a informática deve ser ensinada na escola. " Cada vez mais, muito do que fazemos está sendo limitado à Internet, como a compra de passagens aéreas. Não ter acesso à computadores também é uma forma de exclusão social ", completou.

Por Jamil Chade - correspondente em Genebra para o Estadao


segunda-feira, 27 de junho de 2011

RN e o terceiro em reprovacao no Nordeste

Os indicadores mais recentes do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), revelam uma triste constatação: piora o índice de qualidade na rede pública estadual do Rio Grande do Norte.

As altas taxas de evasão e a reprovação escolar, em todos os níveis, mostram que existe uma diferença abissal entre o que é ensinado na rede particular e o que é ministrado nas escolas públicas.

Em 2010, de acordo com o levantamento que ficou pronto no mês passado, 18,3% dos alunos matriculados no Ensino Fundamental da rede estadual norte-rio-grandense foram reprovados, enquanto a reprovação da rede privada foi de apenas 4,5%. O alento é o nível médio, onde não há diferença tão grande: a reprovação é de 6,4% nas escolas estaduais, e de 6,2% nas particulares.

Entre os estados do Nordeste, o Rio Grande do Norte aparece em 3º lugar no ranking de reprovação no que diz respeito aos colégios da rede estadual. O menoríndice é o do Maranhão (10%), e o maior de Sergipe (23,5%), que também amarga o pior percentual do país.

Para secretária estadual de educação, Betânia Ramalho, parte da explicação sobre esse índice de reprovação reside na passagem do 5º para o 6º ano do Ensino Fundamental. "Com a mudança no sistema pedagógico, há uma dificuldade de acompanhamento, readaptação ao método de ensino. Sai a figura do professor polivalente, entra o professor por área de conhecimento. E, com a fragilidade na base do sistema, torna-se frágil sua continuidade", analisou.

A escola pública, segundo a secretária, ainda não tem atratividade para o aluno. Some-se a isso as condições sócio-econômicas desfavoráveis, a trajetória familiar do alunado e a falta de incentivo governamental. "A escola pública é um reflexo da sociedade brasileira. A rede privada, além de ter uma escola mais bem estruturada, tem a família que acompanha e fatores importantes para elevar os índices de aprovação, como aulas suplementares, de reforço, entre outros mecanismos".

Eleika Bezerra, educadora do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), complementa a informação da secretária, acrescentando que, enquanto o cliente da escola pública não alterar seu nível de exigência, sua qualidade vai ser questionada. "Me convenci de que a apatia, a indiferença dos que frequentam a escola pública é muito grave. A educação pública não é prioridade. Hoje em dia o governo incentiva o crescimento do número de matrículas, mas não adianta o aluno estar na escola se não se sabe o que acontece dentro dela", critica.

Faltam recursos e continuidade administrativa

Não há dúvidas que os recursos da educação pública são insuficientes. O custo-aluno, nas séries onde mais se verificou altos índices de reprovação no estado (6º ao 9º ano) é de R$ 1.899,61. "Com o alto índice de reprovação e repetência, o custo-aluno acaba se configurando custo-desperdício.

O investimento somos nós que pagamos", conclui a educadora do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), Eleika Bezerra. A secretária estadual de educação, Betânia Ramalho, credita o insucesso da maioria das escolas públicas à falta de foco. "Em 8 anos, foram dez secretários e, nesta situação, não há como haver foco num projeto educativo. Por isso iniciamos, ao assumirmos a Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC), uma política centrada no ensino e aprendizagem. Fazer com que haja ensino para que haja aprendizagem".

É preciso mais. "Uma escola tem que ser atrativa, deveria ser o prédio melhor aparelhado, que sirva de referência não apenas ao aluno, mas a toda sociedade. Deveria ser um templo", avalia Betânia,que declarou ter iniciado um projeto de educação para fazer com que os recursos do MEC e do Estado incidam na formação continuada dos professores e na melhoria das escolas públicas do Rio Grande do Norte. "A educação inclui valores, inclui formação para a cidadania, tanto nos direitos quanto nos deveres do cidadão. Sem esse equilíbrio, e um estado forte socialmente, essa equação não fecha", afirma ela.

Por Sergio Henrique do Diario de Natal.

sábado, 25 de junho de 2011

O Plano Nacional de Educacao precisa de 16 bilhoes

O novo Plano Nacional de Educação, em discussão no Congresso, já poderá nascer como letra morta. A Confederação Nacional dos Municípios afirma que as prefeituras hoje não têm dinheiro para arcar com as novas exigências que a lei em debate estabelece. O plano estabelece 20 metas a serem cumpridas, como a elevação para 7% no mínimo de gastos do PIB do município com educação, até 2020. Para a CNM, será necessário incluir um novo modelo de financiamento específico da educação para que os municípios possam cumprir o plano.

O temor maior dos prefeitos é não conseguir arcar com duas novas exigências de ensino público: a educação infantil e a escola em tempo integral. Pelos cálculos da CNM, para alcançar as metas do novo PNE, o custo será de R$ 50,6 bilhões. Hoje, o Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb), verba que a União repassa às prefeituras, não cobre toda essa despesa extra. Nas contas da entidade, se o financiamento não for ampliado, terá que sair dos cofres das próprias prefeituras algo em torno de R$ 16,6 bilhões.

"É necessário discutir o financiamento das metas do PNE, pois não há como conciliar as novas responsabilidades com os recursos recebidos do Fundeb", diz comunicado da CNM, entidade que representa prefeituras de pequeno e médio porte.

Na busca por mais dinheiro, o presidente da confederação, Paulo Ziulkoski, anuncia na próxima segunda-feira (28) um estudo completo da CNM sobre o tema.

Uma das esperanças dos prefeitos é a obtenção dos recursos a mais necessários com uma nova distribuição dos royalties da exploração do petróleo. A CNM trabalha para melhorar o caixa das prefeituras pressionando os deputados e senadores a votarem e derrubarem o veto presidencial à divisão dos roylaties do petróleo na camada do pré-sal. Os congressistas aprovaram uma lei que distribuía mais recursos para as cidades onde não há petróleo, mas o Palácio do Planalto vetou as mudanças no texto.

Outra bandeira da CNM, que se traduz em mais dinheiro no caixa dos municípios, é a regulamentação da emenda constitucional 29. Proposta no Congresso, ela determina um percentual mínimo maior de repasse de recursos às prefeituras para gastos com saúde.

O atual Plano Nacional de Educação, o primeiro do Brasil, foi aprovado em 2001 e determina metas para o setor durante dez anos. No segundo, enviado no final do mandato do presidente Lula, foram estipuladas metas para o período de 2011 a 2020.

Por Eduardo Militao em O Congresso em foco

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Plano Nacional de Educacao


PNE recebe mais de 2.900 emendas na Câmara

projeto de lei que cria o novo Plano Nacional de Educação (2011-2020) recebeu mais de 2.900 emendas.

O número é um recorde na Câmara dos Deputados.

E levou o relator da proposta, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), a admitir que poderá apresentar seu relatório só em setembro. Antes ele dizia que faria isso em agosto.

Depois de passar pela Câmara, o projeto seguirá para o Senado.

O que sugere que o PNE desta década, que começou em 2011, só será aprovado em 2012.

- Estou assustado com o volume de emendas. Assustado positivamente - disse Vanhoni ontem, afirmando que a proposta será votada na Câmara ainda este ano.

Atualização em 23/6: Foram apresentadas 2.915 emendas ao PL 8035/10, que institui o novo PNE. Desse total, a comissão especial da Câmara recebeu 2.906 propostas de emenda. A diferença ocorre porque emendas apresentadas podem ter sido retiradas pelos próprios parlamentares. Outro motivo são falhas de digitação que levam o sistema, num primeiro momento, a contabilizar emendas inexistentes

Por Demetrio Weber/ O Globo/ Educacao a brasileira